quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mais uma vez os Hackers

Crackers sempre foram crackers no sentido mais determinante que o termo possa ter. Caracterizados por aqueles o buscavam os princípios da liberdade, da colaboração, da livre circulação e troca de informações, que trabalhavam apaixonadamente em seus projetos não tendo horário para a execução dos mesmos. Podemos considerá-los completamente fora de uma hierarquia e organização do trabalho dentro de espaços, padrões e horaŕios ditados pelo mundo do trabalho como concebemos até agora- o tempo fábrica.
No entanto, com o passar do tempo alguns hackers se tornaram crackers. Se pudermos falara assim, diremos que sua ética foi desvirtuada e passaram a ser saqueadores, bandidos, não só pela necessidade de desafiar os sistemas e mostrar suas falhas ( o que os hackers continuam fazendo sem prejudicar ninguém), mas com o intuito de se beneficiar. Isso é crime.
Outros continuam levando o título de hackers, por trabalharem a favor do sistema. Usam seu conhecimento para trabalhar para mega corporações ou até mesmo para os governos. Tentam burlar o sistema para que os sistemas de segurança dessas instituições sejam aperfeiçoados. Esses hackers se distinguem dos primeiros pois estão a serviço do capital, trabalham para empresas, recebem salários - e quem sabe tem jornada de trabalho (talvez permanente).
Os hackers e o hakerismo ao qual estamos interessados é aquele que surgiu nos primórdios, lá em Silicon Valley, onde jovens audaciosos trabalhavam em suas garagens.
O que cabe esclarecer é que os princípios que regem a vida destes últimos, não se restringem ao hackerismo informático, mas se estende a outras profissões e a vida social.
Segundo os princípios da ética hacker elencados por Pekka Himanen, podemos pensar a educação. Uma educação que atenda as demandas da cultura digital, da formação de seres éticos e sua humanização.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

RRR


A idéia é acabar com as sacolinhas. Enqunato não acabamos vamos Reaproveitar, Reciclar, Reutilizar.

sábado, 17 de outubro de 2009

Tradição

O que é mesmo a tradição? Como ela se constitui? Como acontece esse fenômeno na contemporaneidade?

domingo, 27 de setembro de 2009

Releitura

Chisto Javacheff, nascido em 1935 -é um escultor e designer búlgaro- que a partir de 1964, passa a morar em Nova York. Embrulha monumentos e elementos da natureza. Conta com a colaboração de voluntários na execução de algumas obras.






Já que não temos um Chisto por aqui, que tal usar a imaginação e tentar sobreviver ao cenário do crescimento urbano.



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Projeto Metareciclagem

sábado, 12 de setembro de 2009

SEMANA FARROUPILHA

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

De Jacundá-PA a Tapiramutá-BA



Meus amigos, o pior das andanças é que elas deixam muita saudade. Durante o período que morei em Marabá-PA, eventualmente trabalhava em uma cidade chamada Jacundá. Como muitas cidades do Pará, a evidência do descaso do poder público com as condições de vida da população era marcante. Meus alunos compunham um grupo bem heterogêneo, a maioria migrantes ou filhos de migrantes que a partir da promessa governamental de progresso e desenvolvimento se deslocaram para Amazônia em busca de um futuro melhor. Apesar das adversidades, que povo com garra em ir buscar o conhecimento, em tentar ser mais. O gente linda! De coração aberto para aprender!
Agora na Bahia, conheci um outro município, chamado Tapiramutá. Em alguns pontos as duas cidades se parecem muito, em outros divergem. Há um grupo de alunos que estou conhecendo agora. A diversidade cultural está presente . Aqui também encontramos alguns problemas. Entre eles a disponibilidade de acesso a comunicação, salientando a lentidão da conectividade. Na emergência de um mundo que sobrevive através das comunicações, da troca de informações e da construção do conhecimento em rede, não podemos ser excluídos ou ficar limitados por ações que cabem ao poder público. Banda larga urgente, e para todos nós!

CONTEMPORANEIDADE: novos conceitos

O conceito: calçada.
Só para provocar.
Meu professor de Sociologia da Educação dizia que uma cadeira ou uma mesa não significam nada do ponto de vista da construção do conhecimento, não geram conhecimento por si só. No entanto, se analisarmos sua construção material e simbólica podemos ter outro enfoque para a análise.
Penso que esse conceito "calçada", não meramente espaço (calçada /estacionamento) passa a fazer parte das contradições e inversões do mundo contemporâneo, tão multifacetado, complexo e polissêmico. Novos conceitos de certo e errado, de moral, de ética e da própria cidadania estão em jogo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Análise das capas

Bem, depois de ler a obra de Pekka Himanen, e pesquisar em alguns sites que se referem a hackers, podemos fazer a análise conclusiva de nossas "belas" capas.

A capa da tradução em português, realmente está longe da essência do texto, o único objeto que retrata a tecnologia é um laptop. Mesmo assim, como a imagem é um tanto confusa, não se consegue muito bem delimitar a noção de tempo e espaço a que se refere, haja visto tantas respostas divergentes em relação ao seu significado, localização e sujeito. O personagem a que muitos se reportaram como um investigador ou detetive, não tem nenhuma caracterização física em relação aos hackers, pois pelo que li, sua forma de vestir dá preferência a um estilo mais livre e confortável. Penso que não usariam luvas apertadas pois dificultaria seu trabalho. Para quem leu a obra, a capa trás um tom sombrio, a imagem de um hacker. Será hacker ou cracker? E aí a mídia já nos inspirou a decidir ou nossa crítica impõe uma certa resistência a esse modelo.

A segunda capa, trás um enigma. Ela não nos oferece imediatamente um conceito pré-elaborado. Assim, temos que pensar um pouco para ler a capa. A maioria das pessoas respondeu no sentido de uma nova perspectiva, um recomeço, "uma luz no fim do túnel", trazendo não o sentido explícito da tecnologia, mas da contemporaneidade. Não temos mais verdades absolutas, vivemos no relativismo, estamos cegos para um futuro que se apresenta de forma muito obscura e mesmo assim, buscamos ansiosamente por respostas. O capitalismo mostra sua face mais cruel, a concorrência, a exclusão, onde ganha quem for melhor preparado, ágil e "esperto". A luz realmente se apresenta como salvação, como uma verdade, a ética hacker. Ética que surge a partir das relações de convivência e trabalho de novos personagens da contemporaneidade. Personagens que entram em cena e nos ensinam que viver e ser solidário, trabalhar colaborativamente e respeitar o ser humano é possível em tempos de tamanha tirania. Ainda, nos ensinam a importância do bem viver, de valorizar a vida.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A condição do humano na contempraneidade

Na discussão que se trava diante das mudanças decorrentes dos processos de desenvolvimento das tecnologias: miniaturização, nanotecnologia e redimensionamento dos conceitos de espaço e tempo, como tratar da condição do humano. Nos perguntamos o que é certo e o que é errado, buscamos algumas certezas sabendo que vivemos em um mundo de incertezas e de efemeridades. Não temos mais certezas absolutas e isso causa uma certa instabilidade.


Nos cursos de graduação em educação nos perguntamos como humanizar o ser humano. Há algum tempo pareceria algo redundante, mas agora tornou-se necessário pensar não só nessa necessidade, mas em que humanidade e até onde ela poderá existir diante de tantas mudanças.


Ao pensarmos se nossos alunos podem ou não podem ficar mais tempo em frente ao computador ou jogando imersos na realidade virtual devemos estar atentos às mudanças que estão ocorrendo em diversos âmbitos da sociedade. Se olharmos para o que o "progresso" tem feito com o nosso ambiente, então em breve estaremos vivendo como os personagens de uma série que gosto muito "Jornada nas estrelas". E lá todo o cotidiano é tecnológico, desde os sintetizadores de alimentos, ao médico holográfico e ao lazer nos holodecks (tudo completamente virtual).
Na situação citada, existe um contexto de normalidade. Para muitos, hoje, isso é anormal, pois as crianças devem brincar ao ar livre, correr, jogar bola (não sei se meu filho vai curtir tudo isso, ultimamente vive na rotina - escola - apt°. - computador- TV). Quantas crianças conhecem uma vaca ou uma ave apenas pelo computador, onde estão os sentidos, a sensação, as texturas, o cheiro, acho que tudo isso será permitido de forma artificial, com a realidade aumentada, ou outros meios. Pouco se perderá, pois não teremos mesmos as espécies para ver. Talvez nem vacas, pois nossos alimentos serão completamente artificiais, nosso organismo estará adaptado a proteínas artificiais (que droga de mundo novo, adoro preparar uma salada).
Talvez o prazer seja esse, poder preparar uma salada, fugir da comida sintética e experenciar o novo, o diferente, o singular-a natureza em sua forma original.
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